Eu esqueço de tomar água. A Ju diz que é bom tomar água. A Ju e mais um monte de gente que é bem importante dizem que é bom tomar água porque hidrata a gente. A Ju também diz que eu não devia me esquecer de tomar água e de saber que eu também já quis ficar perto. A Ju e um monte de gente que eu invento aqui dentro dizem que eu tenho que lembrar que eu também gostava de gente e que água é bom para hidratar a gente. Eu pensei daí que eu precisava lembrar de botar toda gente na água e hidratar e tomar toda gente porque é bom para a saúde e para a memória. Daí eu nunca mais ia ficar desidratada de gente nem ia esquecer que eu também já quis ficar perto da água.
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O irmão gritou "Fia, fala comigo", mas com muito "ooo" no comigo acabando. Eu ouvi o "ooo" do irmão na palavra. O irmão me chamou "Fia" porque era bronca de mais velho que quase o pai. O irmão falou que não carece de ficar em silêncio, feito ele quando dói. Eu pensei que eu aprendi: o irmão nunca derrubava lágrima, segurava fio e coloria com semente. O irmão ouviu o que eu pensei e falou que não carece de ficar em silêncio, que ele sabe que o meu dói é barulhento.
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A mãe disse que não vai mais ligar. A mãe ligou e disse que não vai mais porque eu preciso lembrar sozinha. A mãe disse que eu não ligo de sozinha e que ela não vai mais lembrar. E daí ela disse que eu sozinha lembro que a mãe é sempre mais de uma, que nem eus.
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O chão aqui é todo de florzinha vermelha repetida de muito. É um jardim de azulejo. O sol é de lâmpada, geladinho.
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Eu nem sei o nome disso aqui do lado de dentro. Mas deve ser bem azul-assustado de quando a gente pensa que desmaia. Eu ando sem nome de dor. Esqueci de sentir? Mas se era só penso, daí que tinha nome! Será? O meu triste é esquecido.
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O meu triste é esquecido.