Ela na Janela

de açúcar

luiz ernesto

de manhã, uma chuva encostou em mim.
era brava, de não fazer silêncio.
trouxe meus pertencezinhos para dentro.
a mãe assou pão e não deixou sair.
estou com 23 agora.
sinto o cheiro da fornada.
a mãe anda pela casa.
e eu não posso sair.

Publicado em 16 de julho de 2007 às 11:09 por amaranta

Comentários

  1. tom
  2. grota
    • se tiver tempo da uma olhadinha em "hoje acordei com minha mãe nos olhos" lá no contra-ordem.blogspot.com... acho que se relaciona com esse doce poema... mas lá é o lado amargo. beijos, jeff
    • por jeff
    • 05.Ago.2007 às 22:39 - Permalink - Reportar
    jeff
  3. Sara
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